Ola,
Salve, salve!!! Como diz o nosso Querido Silvio Luis, narrador esportivo.
Bom, estamos de volta trazendo assuntos do cotidiano e pensamentos desta cabeça que escreve aqui neste espaço cibernético.
Política? Por hora nem pensar, e se pensar, o estômago já começa a revirar. Acredito que votar seja como transar sem camisinha.Guardadas as devidas proporções, o risco é o mesmo.Tudo vai depender com quem se transa."O bebê de Rosemary"? Pelo visto nestas eleições está mais para "os Simpsons".
Vamos ao que interessa de verdade:Benzimento.
Quem no Brasil não tinha ou tem uma avó, tia, vizinha, mãe , tio , pai , conhecido que sabia curar olho gordo com benzimento, espinhela caida com rezas, com frases, com a pajelança e suas ervas, além dos "chazinhos" tão famosos na cultura popular?
Creio que a maioria tenha alguém assim com estas caracteristicas próximo, na família ou na comunidade.
"Benzimento" é uma cultura brasileira, típica destas terras.E não só por uma ou duas vertentes culturais, mas pela soma delas.Por exemplo, era muito comum irmos a uma benzedeira que rezava "ladainhas" (rezas baixas e rápidas) de origens católicas portuguesas, tinha imagens de santos e usava ervas? ou ainda gestuais de origem africana, com falas e totens católicas.
Nos grandes centros me parece que o benzedor é uma "espécie" em extinção.No interior talvez ainda resista ao antibióticos e a preservação desta cultura popular seja mantida.
Vale aqui uma resalva e alerta, que com o advento da internet, a informação corre muito mais, e hoje aparecem " erveiros" e "benzedores" a toda esquina, nos viadutos, vendendo fórmulas mágicas e rápidas de emagrecimento, de curas de cancêr, AIDS e outros males.Até de gripe suína.Tem que haver cuidado, pois segundo a legislação, pode ser enquadrado como "curandeirismo" e as penas não são muito brandas.
Na mesma linha, como sempre repito, é preferível um "cavalo" de Umbanda acender 30 velas, benzer do que receitar uma erva, pelo aspecto anímico, de ter lido "algo em algum lugar" e durante o transe lembra-se da erva e para impressionar, receitar ela ao consulente.
Nossas avós para receitar um chá, receberam a informação de suas mães e doravante, elas de suas mães e avós.Vamos fazer as contas? Se for fazer uma escala retroativa, algumas ervas foram testadas no uso prático por mais de 400 anos, até chegar aos dias de hoje, e não quando, banhos, chás mais complexos, já vieram mais do que depurados da Europa, África, Oriente e dos donos da terra, os índios aqui presentes.
É óbvio que o benzimento assim com a preparação dos chás é um dom uno, mas se perguntar a um benzedor em que ele teve como referêncial, ele irá dizer, que recebeu de seus pais e avós, sabendo toda a mecanização necessária para o sucesso do ato.
A questão é:Como é que funciona?
Eu digo:Fé, crença, intenção.
Nem vamos adentrar no momento devido aos meus lindos dedos cansados de teclar, no fator de deslocamento de energias, de campos magnéticos, entre outras coisas.Poderia citar por exemplo a teoria das cordas, que fala que vivemos em um "mar de energia" de ligações elétricas, eletrônicas em níveis menores que o átomo.Se uma borboleta na China causa um maremoto no México, quiça UM átomo que o "benzedor" consiga deslocar para uma molécula da pessoa necessitada de cura.Milagres podem ocorrer.
Deixo a deguste vídeo.
Abraços, Asé, asé,
Que Olorum nos guie!